Para PMDB, candidato é 'laranja' do Planalto
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quarta-feira, 09 de janeiro de 2002
Agência Folha 
BrasíliaAlém de desaprovar e julgar natimorta a pré-candidatura ao Planalto do ministro Raul Jungmann, a cúpula do PMDB crê que o seu recém-filiado esteja sendo usado como laranja do presidenciável tucano José Serra para atacar Roseana Sarney (PFL).
Com todo o respeito, do ponto de vista eleitoral, a candidatura do Jungmann é um minifúndio improdutivo, disse Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado.
O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Geddel Vieira Lima (BA), também criticou o lançamento: Não me presto a aventuras. Ele acabou de entrar no partido. É uma candidatura sem sentido.
O presidente do partido, deputado Michel Temer (SP), foi logo desaprovando as críticas que Jungmann fez ao PFL de Roseana, governadora do Maranhão. Se a candidatura dele tiver o objetivo de atacar outras candidaturas e não o de buscar respaldo político e popular para se viabilizar, o PMDB não se prestará a isso, disse.
Peemedebistas desconfiam que Serra, ministro da Saúde, tenha tido o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso para incentivar o lançamento de Jungmann como crítico de Roseana. O presidente melindraria um aliado antigo, o PFL, e o pré-candidato tucano abriria uma guerra que poderia inviabilizar acordos futuros.
No entanto, crêem os caciques do PMDB, a operação Jungmann combina com ações de FHC e Serra de bombardear Roseana por baixo dos panos. Por intermédio da assessoria, Serra negou: Não procede. Não tem o menor cabimento.


