Para Pitta, Maluf não deverá depor na CPI
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
Agência Estado São Paulo 
Agência Estado
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À espera do chefeRequião: depoimento de Pitta não convenceu relator que, agora, aguarda depoimento de MalufEm sua primeira aparição pública depois de depor na CPI do Senado na quarta-feira, o prefeito Celso Pitta (PPB) considerou encerrada sua defesa das acusações de fraudes envolvendo operações com papéis da prefeitura de São Paulo. Não tenho nada a acrescentar além do que disse em oito horas no meu depoimento, disse.
No entanto, Pitta disse que enviará ao Senado o novo demonstrativo de fonte e uso dos recursos obtidos com a venda dos títulos públicos, quando era secretário de Finanças. Vai atender pedido do senador Amin.
A solicitação de Amin é uma tentativa de dar ao prefeito mais uma oportunidade de justificar os pedidos de autorização, ao Senado, para lançar títulos no valor de R$ 3,6 bilhões durante a administração de Paulo Maluf (PPB). Neste período, teriam utilizado apenas 23% dos recursos para pagar precatórios, conforme texto do relator da Comissão, senador Roberto Requião (PMDB-PR).
Como os senadores não ficaram satisfeitos com as explicações do prefeito e Pitta desqualificou o relatório de Requião, será feita uma nova análise do quadro de uso dos recursos da venda dos papéis. Para Pitta, seu depoimento dispensa o ex-prefeito Paulo Maluf de comparecer à comissão. Acredito não ser necessário, pela simples razão de que todas as questões sobre a emissão e comercialização de títulos na administração Paulo Maluf foram elucidadas por mim.


