Para PGE, acusações do PDT sobre Gaeco são 'irresponsáveis'
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Loriane Comeli <br>Reportagem Local 
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), por meio da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), rebateu a Ação Direita de Inconstitucionalidade (ADI) ajuizada em junho pelo PDT no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que funciona por meio de uma parceria entre o Ministério Público estadual, polícias civil e militar.
A medida do diretório nacional do PDT, sob análise do ministro Luiz Fux, foi proposta depois que o Gaeco de Londrina prendeu cinco pessoas ligadas ao ex-prefeito Barbosa Neto (PDT) acusadas de cooptar vereadores e tentar impedir a abertura da Comissão Processante da Centronic (que posteriormente resultaria na cassação do mandato de Barbosa). Na ADI, o partido pede que o STF declare inconstitucional o decreto estadual 3.981/2012 e anule todas as investigações do Gaeco no Paraná.
Nas informações prestadas ao STF, o governo sugere que a ADI seja extinta, por falta de fundamento jurídico, uma vez que não foi o decreto mencionado pelo PDT que criou o Gaeco, mas sim uma resolução da Procuradoria Geral de Justiça do Paraná de 2007. O decreto deste ano apenas estabeleceu diretrizes. ''A petição inicial (do PDT) prolixa e confusa dificulta a compreensão adequada do pedido e da causa de pedir'', escreveu o procurador-geral do Estado, Julio Cezar Zem Cardozo.
O advogado ainda afasta outras alegações do PDT, como de atuação política do Gaeco, que serviria de ''arma contra o adversário em palanque eleitoral''. ''Essa declarações levianas e irresponsáveis, atribuindo inclusive a prática de crimes aos membros do Gaeco, revelam a sua real intenção com a presente ação, que é uma tentativa de inviabilizar as investigações em curso e preservar o manto de impunidade sob o qual se escondem os criminosos'', argumentou Cardozo, citando atuações importantes do Gaeco no Paraná, como as investigações de ''fraudes e desvio de verbas da Assembleia Legislativa'' e o esquema AMA/Comurb, em 2000, que teve como protagonista o ex-prefeito de Londrina Antonio Belinati.


