São Paulo - O deputado federal André Vargas (PT-PR), secretário nacional de Comunicação do partido, afirmou ontem faltar ''republicanismo'' na distribuição das verbas do Ministério da Integração Nacional e indicou ver ingerência política na Defesa Civil.
''Acho que a Defesa Civil tem que ser tratada como política nacional e não pode ficar subordinada a interesses político-partidários aqui e acolá. A defesa civil é algo que mexe com as vidas humanas, com pessoas'', afirmou Vargas, que disse falar ''como deputado do Paraná''. ''O que estou dizendo é uma posição pessoal, não do partido.''
O deputado petista sustentou que o titular da pasta, Fernando Bezerra, deveria ir voluntariamente ao Congresso prestar contas de sua gestão. ''Eu acho que nem precisaria (ser convocado por deputados e senadores). O ministro teria que se autoconvocar, se dispor a ir lá e abrir esse debate. É obrigação dele. É da natureza da função do ministro prestar contas ao Congresso Nacional'', observou.
André Vargas avaliou que o fato de o ministério ter sido comandado nos últimos anos por políticos do Nordeste fez com que a região fosse privilegiada na destinação de verbas. ''Ocorre que os Estados do Sul e do Sudeste têm sido sistematicamente vítimas de enchentes, vendavais, desmoronamentos, mortes, e (a Defesa Civil) tá dentro do Ministério da Integração.''
O deputado disse ter recebido com ''preocupação'' a informação de que o ministério destinou, em 2011, 90% das verbas de prevenção de desastres naturais para Pernambuco, Estado de Fernando Bezerra. ''Essa notícia de Pernambuco deixou os paranaenses preocupados. Até porque só recebemos 1,5% dos recursos'', afirmou. ''Vi o governador (do Paraná) Beto Richa elogiando o ministro. Mas se os recursos chegaram a Pernambuco, poderiam ter chegado ao Paraná.''

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