Candidatos sem opositores na eleição para prefeito se empenham na campanha para tentar obter a maioria dos votos, como uma ‘‘questão de honra’’ e para que iniciem o mandato fortalecidos. É o que afirma Aldino Dalben (PMDB), 45 anos, candidato único em Santa Lúcia (60 quilômetros ao sul de Cascavel). Ele diz que ‘‘obter a maioria é quase a mesma coisa que vencer adversário na disputa’’.
No Oeste do Estado, também há candidato único em Anahy – Valdemar Bossi (PMDB), que tem como vice Celso Fernandes, do mesmo partido –; em Quatro Pontes – Silvestre Khun (PMDB) e vice Rudi Kunz (PFL), em coligação também com o PPB –; e em Tupãssi – Valdecir Acco (PMDB) e vice Walter Martins (PTB). Em todos os casos, trata-se de pequenos municípios, com eleitorado na faixa entre 2,5 mil e 6,5 mil eleitores.
A candidatura única geralmente é resultado de acordos entre partidos que não têm grande diferenciação ideológica, mas também há casos em que influi a disposição de lideranças políticas de somar forças, para evitar disputas que poderiam prejudicar o desenvolvimento do municípios. Aldino Dalben, que foi o primeiro prefeito de Santa Lúcia (93-96), diz que os dois fatores influenciaram na convergência para seu nome.
Agropecuarista e morador da localidade há 27 anos, Dalben lidera a coligação ‘‘Pró-Santa Lúcia’’. Ele lembra que em sua eleição, quando houve disputa com outros candidatos, obteve 69,8% dos votos. O atual prefeito, João Francisco Scalco (PMDB) era seu vice, o candidato a vice-candidato é também o atual, Renato Tonidandel (PMDB), e a coligação integra ainda PTB, PFL e PSDB e PPB, ou seja: todos os partidos organizados no município.
Santa Lúcia tem 2.684 eleitores e uma economia baseada na produção rural, principalmente com pequenos proprietários. No município, as atividades econômicas são basicamente o comércio e alguns prestadores de serviços.

mockup