Brasília - Líderes da oposição no Congresso criticaram ontem a reforma ministerial anunciada pela presidente Dilma Rousseff. Para os parlamentares, as negociações em torno da nova configuração do governo, feitas principalmente com o PMDB, têm como objetivo claro frear o andamento de um eventual processo de impeachment conduzido pelo Congresso e que a distribuição de cargos não acabará com a instabilidade política. "É um arranjo para sustentá-la no governo para tentar minimizar o quadro de instabilidade. Não teve uma reforma. É pífia. Anunciou reforma em oito ministérios ao invés de dez. Cortou 3 mil cargos de confiança, quando deveria ter sido pelo menos 10 mil", criticou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). Ele avaliou que a reforma administrativa anunciada não resolverá o clima de insatisfação e "a instabilidade política vai permanecer". Já o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que a reforma "é mais uma tentativa desesperada da presidente Dilma Rousseff de se manter no poder". Para Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM no Senado, Dilma perdeu sua força política e hoje é uma "presidente figurante". (Mariana Haubert e Débora Álvares/Folhapress)

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