Brasília- Farsa, fantasia, fraude e peça de ficção. Estas foram as palavras mais usadas pela oposição para definir as metas previstas no Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). Para tucanos e lideranças do DEM e do PPS, o lançamento do programa hoje também foi ''um ato de campanha completo'' da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República. Os três partidos de oposição apoiam a candidatura do tucano José Serra à Presidência.
''Teve até choro e emoção. Foi uma ação palanqueira'', disse o líder do PSDB na Câmara, João Almeida (BA). A oposição se reúne hoje para decidir se entra no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com pedido para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sejam punidos por propaganda eleitoral gratuita. ''O PAC 2 foi um lançamento de candidatura com honras e pompas do poder'', afirmou o tucano. ''Aquilo foi um verdadeiro comício'', emendou o senador Álvaro Dias (PDSB-PR).
Para ele, a iniciativa governista é peça de ficção. ''O primeiro PAC foi apresentado como revolução na administração pública do País e se transformou em uma falácia. O PAC 2 é um passo à frente daquilo que não andou. Um verdadeiro espetáculo surrealista'', criticou. Segundo levantamento feito pelo PSDB, a pedido do deputado Otávio Leite (RJ), o governo executou, em 2007, 72,8% dos recursos destinados para o PAC . No ano seguinte foram pagos 68,1% e, em 2009, apenas 41,9%. ''É uma tremenda presunção de o governo apresentar um PAC 2 sem ter alcançado as metas do PAC1'', argumentou Leite. Este ano, até o dia 26 de março, apenas 2,2% do total de os recursos para obras do PAC 1 haviam sido pagos.

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