Para OAB, lei eleitoral causa as distorções
PUBLICAÇÃO
domingo, 11 de abril de 1999
Agência Estado 
A falta de transparência no processo eleitoral e no funcionamento das câmaras de vereadores são apontadas como duas das principais causas das distorções registradas nos legislativos municipais. É preciso adequar a lei eleitoral aos interesses da sociedade e não aos dos políticos, acredita o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro.
O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, Luiz Fernando de Carvalho, também é favorável a uma legislação preventiva. Para o presidente da OAB, o eleitor é vítima de um sistema que não torna pública a vida de quem se candidata a um cargo eletivo.
O presidente da OAB acha que deveriam ser divulgadas todas as informações exigidas aos aspirantes a cargos eletivos pela justiça eleitoral. Castro também critica a considerada ineficiência dos Tribunais de Conta em fiscalizar a atuação das câmaras municipais. A atuação dos tribunais de contas é muito superficial, porque é formalista, criticou o ministro das Comunicações, Pimenta da Veiga.
Segundo o ministro, os tribunais de contas medem apenas as formalidades das contas dos poderes executivos municipais, estaduais e federal. Desse modo, os tribunais cometem profundas injustiças e deixam passar irregularidades como as verificadas em São Paulo, disse o ministro.
Castro, da OAB, acha que as modificações para tornar mais transparente o Legislativo poderiam começar pela modificação das regras que garantem imunidade parlamentar, assunto hoje em discussão no Congresso. Já o presidente da AMB considera que a justiça eleitoral deveria ter mecanismos para restringir a concessão de registro de candidatura, a partir de informações prévias, por exemplo, relativas ao envolvimento dos candidatos em processos.


