Brasília - A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que permitiu a desembargadores de três Estados e do Distrito Federal receberem salários acima de R$ 24,5 mil representou o fim do teto salarial para o funcionalismo público na opinião de ministros, integrantes do Ministério Público e advogados. Eles acreditam que a decisão ''abriu as portas'' para que outras categorias reivindiquem o recebimento de gratificações com o objetivo de aumentar os salários e ultrapassar o teto.
A crítica mais forte foi feita pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto. Segundo ele, a decisão do CNJ e outra, tomada há uma semana pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aumentando o teto salarial estadual de R$ 22,1 mil para R$ 24,5 mil, foi um ''gol contra no sistema de orientação para a sociedade''. A entidade deverá analisar a decisão do CNJ na próxima reunião do conselho federal, marcada para o dia 12. Entre as possibilidades em exame estará o encaminhamento de uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ao STF.

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