Para OAB, a CPI é inconstitucional
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Reginaldo de Castro, considerou inconstitucional a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Judiciário, proposta pelo presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Segundo ele, o Senado tem competência para apreciar apenas os atos do Supremo Tribunal Federal (STF), que não será incluído no âmbito das investigações propostas pelo senador BAIANO. a cONSTITUIçãO NãO TRAZ NENHUMA BRECHA PARA ISSO, ESSA cpi SERá UM TRIBUNAL DE EXCEçãO, disse o presidente do OAB.
Para o presidente da entidade, o melhor caminho seria a discussão da reforma do Judiciário, cuja comissão especial deverá ser instalada na próxima terça-feira pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). Não estamos defendendo magistrados corruptos, mas a democracia, afirmou Castro. Não se pode esquecer que o golpe militar também veio sob a bandeira da moralidade pública.
No próximo dia 11, a OAB reunirá seu conselho para analisar a constitucionalidade da CPI do Judiciário. Se o colegiado da entidade concluir que a Constituição impede a criação da comissão, a OAB poderá questionar a CPI junto ao Supremo Tribunal Federal. As primeiras vítimas não previstas dessa CPI foi a advocacia, que vem sendo apontada como conivente com atos delituosos, reclamou o presidente da OAB.
Reginaldo de Castro também criticou as denúncias apresentadas pelo presidente do Senado e que sustentam o pedido de CPI. Segundo ele, a OAB sempre foi a primeira a denunciar casos de nepotismo, superfaturamento de obras e de lentidão nas decisões da Justiça, mas nunca recebeu tamanha audiência. O presidente da entidade também afirmou que a defesa de um controle externo para os atos do Judiciário não é uma novidade de ACM. Há muito tempo defendemos isso.Ponto de vistaReginaldo de Castro: A Constituição não traz nenhuma brecha, essa CPI será um tribunal de exceçãoAgência Estado





