O presidente Fernando Henrique ainda não tomou uma decisão, mas deverá desistir da privatização de Furnas, informaram ontem dois ministros e dois líderes governistas. O problema é que a privatização vai ocorrer em pleno período de sucessão presidencial e prejudicará o candidato do Planalto no segundo maior colégio eleitoral brasileiro: Minas Gerais.
‘‘Não vamos viabilizar uma candidatura desastrosa para o País como a do governador Itamar Franco’’, disse um dos participantes da reunião realizada na segunda-feira, para discutir o modelo de privatização de Furnas. ‘‘O tema se politizou e está se prestando a um debate demagógico’’.
O porta-voz do Planalto, Georges LamaziSre, limitou-se a justificar que o presidente adiou a discussão, levando em consideração ‘‘questões relativas ao momento e às modalidades da privatização’’. No Palácio, a culpa pelo atraso no cronograma de venda de Furnas é atribuída ao ex-ministro das Minas e Energia, Rodolpho Tourinho, que não deu andamento ao projeto.

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