Para MP, ataque é desproposital
O promotor Cláudio Esteves preferiu responder às críticas do deputado José Janene sem polemizar. Ele classificou os ataques de pessoais e despropositados. O promotor informou que, pelo menos no momento, os três membros do MP, Bruno Galatti, Solange Vicentin e ele não pensam em reagir contra as críticas de Janene. De acordo com o promotor a prioridade agora é o ressarcimento dos cofres públicos. Não vamos parar os trabalhos agora por isso.
As provas estão todas nos processos. Os ataques pessoais serão respondidos posteriormente e pelas vias legais, esclareceu. Sobre a afirmação do deputado de que o governador Jaime Lerner (PFL) teria sido poupado da ação civil pública, impetrada na última terça-feira, o promotor Cláudio Esteves disse que se trata de outro despropósito. Os processos são contra os que se beneficiaram. Se ele (Janene) quer atacar o governador, então que traga documentos ao Ministério Público.
Quanto à acusação de que os processos contêm provas forjadas, conforme acusou o parlamentar, Cláudio Esteves disse que todo o trabalho de investigação foi transparente, aberto à imprensa e à sociedade organizada que teve acesso às atividades durante todo o período de investigação.
Esteves apresentou cópia de uma resposta encaminhada em 24 de abril ao STF esclarecendo que o processo contra o parlamentar visa promover a restituição ao erário municipal, através de ação de improbidade, que estabelece sanções civis, administrativas e políticas. Estamos tratando apenas das medidas civis, portanto não existe impedimento algum, afirmou o promotor.
Esteves ironizou a atitude do deputado, que pretende levar as investigações envolvendo o seu nome ao Supremo Tribunal, questionando por que tantas pessoas querem se livrar da investigação do MP de Londrina. No final o promotor desafiou José Janene a apresentar a fita em que o deputado afirma que ele aparece coagindo uma testemunha a prestar esclarecimentos. Ele disse que em momento algum o Ministério Público teria feito qualquer pressão contra depoentes. Aqui zelamos pela aplicação da lei, finalizou.





