Jerusalém – O Mossad, serviço secreto externo israelense, advertiu que existe uma ‘‘guerra santa’’ contra as comunidades judaicas no mundo por parte de grupos islâmicos radicais e intensificou o monitoramento dos focos de anti-semitismo registrados recentemente em diversos países.
A informação foi dada pelo chefe do departamento de investigação sobre o anti-semitismo do Mossad, identificado somente como ‘‘Yossi’’, em uma conferência em Jerusalém relatada pelo jornal Haaretz em sua edição de ontem. ‘‘Yossi’’, segundo o jornal, afirmou que, como medida preventiva, o Mossad tornou mais estreita a cooperação e o intercâmbio de informação com os serviços secretos de vários países ocidentais nos quais se registraram ataques contra instituiçlões judaicas no último último ano e meio.
Desde que começou a Intifada de Al Aqsa, em setembro de 2000, muitas comunidades judáicas do mundo, sobretudo do Ocidente, denunciaram um agravamento nas demonstrações de anti-semitismo, com ataques físicos a judeus e a centros vinculados à comunidade.
Os ataques contra alvos judáicos foram sentidos especialmente na França, com 71 casos em abril, mas também houve denúncias em outros países europeus, América do Norte e Norte da África.
IncêndioUm grande incêndio atingiu, na madrugada de ontem, a embaixada de Israel em Paris, sem causar vítimas, como anunciou a polícia francesa. Pelo menos 60 vizinhos tiveram de evacuar a área. O fogo, cuja causa ainda é desconhecida, começou às 2h20 locais (21h de Brasília) no primeiro andar de um prédio de seis, que estava sendo reformado. As chamas logo se espalharam pelo restante do edifício.
Ao que parece, não havia ninguém dentro da embaixada quando começou o incêndio. O prédio estava em reformas há algum tempo.
Para a operação, os bombeiros mobilizaram 35 viaturas e 135 homens. O incêndio foi controlado às 4h locais, como explicou a polícia.

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