Curitiba - O ministro do Planejamento Paulo Bernardo não confirmou, ontem, a notícia veiculada na imprensa de que o Governo Federal teria mandado a Polícia Federal (PF) investigar a Infraero, estatal que administra os aeroportos do País. O objetivo do presidente Lula com a investigação seria se antecipar aos trabalhos de uma possível CPI do Apagão Aéreo, reduzindo o impacto de possíveis denúncias que surgiriam com a CPI.
O ministro se limitou a dizer que governo tem procurado melhorar a qualidade dos serviços nos aeroporto. Bernardo admitiu, no entanto, que o momento ''é crucial'' e que os aeroportos vivem uma situação de ''gargalo''. ''A aviação cresceu em média 15% por ano nos últimos quatro anos, e tudo indica que vai continuar crescendo'', disse, ressaltando que esse crescimento exige investimentos. ''É preciso melhorar a infra-estrutura, resolver o problema de relação com os controladores de vôo, a remuneração, condições de trabalho.''
O ministro frisou que o problema dos controladores de vôo é de alçada do Comando da Aeronáutica. ''Tive em uma negociação em um momento crucial da paralisação dos controladores. Já tivemos duas reuniões com a Aeronáutica e estamos engajados a ajudá-los a achar uma saída. O Governo tem participado das discussões, mas o assunto é de alçada da Aeronáutica.''
O ministro, que esteve ontem em Curitiba para falar sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a convite da Associação Comercial do Paraná (ACP), também falou sobre a polêmica em torno da votação da Emenda 3. O projeto, que dá ao Poder Judiciário a atribuição de decidir sobre relações de trabalho entre as empresas e pessoas jurídicas prestadoras de serviços, foi aprovado pela Câmara e vetado pelo presidente Lula. Segundo Bernardo, o Ministério agora está encaminhando um novo projeto sobre o tema a ser negociado com o Congresso.
Paulo Bernardo também reafirmou que o projeto para implantação do metrô em Curitiba ainda não foi aprovado pelo Ministério das Cidades, ao contrário do que foi divulgado pela Prefeitura de Curitiba na semana passada. Segundo ele, até agora o Ministério das Cidades financiou e aprovou apenas o estudo de viabilidade técnica do metrô.

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