Para ministro, deputado não é nem militante do PT
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terça-feira, 13 de maio de 2014
Roger Pereira<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em passagem por Curitiba, onde participou, ontem, do lançamento do selo alusivo à Copa do Mundo, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho (PT), deixou clara a estratégia do partido de isolar o deputado federal André Vargas, pivô do escândalo da Operação Lava Jato, negando, inclusive a história do deputado dentro do partido, para evitar que o caso contamine o PT eleitoralmente. "O eleitor já mostrou que sabe distinguir muito bem o que é o projeto de um partido e as pessoas que o representam e não deixa sua opinião se contaminar com o erro de um ou outro militante", disse Carvalho, ao ser perguntado sobre um possível efeito negativo das denúncias de corrupção nas campanhas petistas. Questionado se Vargas, que foi presidente estadual do partido, secretário nacional de comunicação da legenda e vice-presidente da Câmara dos Deputados, era um apenas um militante, o ministro irritou-se: "Nem isso ele é mais", falou, referindo-se ao pedido de desfiliação do deputado.
Carvalho aproveitou a ocasião para defender a realização do mundial no Brasil, duramente criticada por movimentos sociais e pela população. "Temos que ter sangue frio e nervos de aço. É muita gente contra, aproveitando para destilar o que sobra de ódio contra nosso projeto, apontando falhas, obras que não ficaram prontas. Tenho certeza que grande parte do que diziam que não conseguiríamos, vamos conseguir, com os estádios todos prontos e muito bons, gerando um retorno que nunca geraram e várias obras estruturantes sendo entregues", rebateu o ministro. "Claro que nem tudo vai ficar pronto, mas não importa, o essencial para a Copa estará pronto e as demais obras seguirão seus ritmos, transformações de infraestrutura e mobilidade urbana que o Brasil precisava e que iam levar dezenas de anos, mas que estarão prontas em breve."


