Para ministro da Defesa, documento da CIA é tema para historiadores
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quinta-feira, 17 de maio de 2018
Talita Fernandes<br>Folhapress 
Brasília O ministro interino da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, disse nesta quinta-feira (17) que memorando da CIA sobre controle do ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) a órgãos de repressão do Exército durante a ditadura militar é assunto para historiadores. "Para o Ministério da Defesa, esse tema se esgota na Lei da Anistia. A partir daí, é uma atividade para historiadores e, se tiver demanda, para a Justiça. Isso passa a ser assunto de historiadores e Justiça, se houver demanda. Com a Lei da Anista, do ponto de vista militar, este assunto está encerrado", disse.
A resposta foi dada pelo ministro após sua participação em evento no Palácio do Planalto para abertura da exposição "Entre a Saudade e a Guerra", que homenageia a participação de combatentes brasileiros na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
Na última semana, o professor da FGV Matias Spektor localizou um memorando do órgão de inteligência dos Estados Unidos que informava que Geisel avalizou assassinatos de adversários do governo. No documento, de 1974, o então diretor da agência, William Colby, disse que o general e então presidente, Ernesto Geisel, buscaria ter o controle sobre o principal órgão de repressão do Exército, o CIE (Centro de Informações do Exército). O caso teve repercussão e levou o governo brasileiro a pedir acesso ao documento do órgão americano.


