Para Malheiros, sindicância atuou com parcialidade
Ênio Malheiros se defendeu da sindicância do governo através de sua advogada Marcia Jonson. Procurada pela Folha, ela distribuiu nota acusando a sindicância de parcialidade. Os indiciados não tiveram a menor possibilidade de participação ou acompanhamento dos depoimentos, além da falta de publicidade dos atos, ferindo princípios constitucionais do direito à ampla defesa e do contraditório, além da obrigatoriedade da publicidade dos atos administrativos, além de outros motivos mais do que suficientes para anular a referida sindicância.
A advogada de Malheiros diz ainda que ninguém foi intimado da decisão. Além de Ênio Malheiros e de José Carlos Chain Jabur, foram acusados de envolvimento no caso as servidoras Ana Hernandez Cortez e Eliana Isabel Maria Martinez. Sequer foi publicado em Diário Oficial, para que tenha validade. Até porque, ainda cabe recurso à esfera superior administrativa, caso seja desfavorável aos interessados, consta na nota. Quanto ao mérito da questão, nada ficou provado. O que houve sim, foi a constatação das melhorias em preço, qualidade e presteza no atendimento dos serviços da Imprensa Oficial, que foi, após brilhante trabalho desenvolvido na gestão dos mesmos, considerada uma das melhores do Brasil, quase que totalmente informatizada.
O que há é um clima de mal-estar, por culpa de irresponsáveis que não sabem da verdade e destilam seus venenos, implantando boatos e notícias sem o menor fundamento, distorcidas, manipuladas e o pior, pré-julgadas, restando apenas, a possibilidade de defesa na Justiça (...), finaliza a defesa de Malheiros. (L.D.)





