Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou ontem ao Fundo Monetário Internacional (FMI) que, neste ano de disputa eleitoral, não serão repetidas as turbulências de 2002 no mercado financeiro e econômico. Em solenidade preparada só para oficializar o anúncio do pagamento antecipado de parcela de US$ 15,5 bilhões, no Palácio do Planalto, ele sugeriu que é improvável a vitória de um candidato à Presidência que prometa mudanças radicais na economia.
''Assim como na esfera econômica, não há lugar no jogo político para quem busca gerar esperança e motivação oferecendo facilidades irreais'', disse. ''Os brasileiros sempre foram capazes de encontrar confiança no futuro a partir de uma visão clara e lúcida dos problemas e desafios.''
No discurso de 15 minutos, quase todo escrito, o presidente disse que o Brasil deseja uma presença mais ativa no FMI. ''Há anos temos indicado a necessidade de aumento das cotas e da influência dos países em desenvolvimento, inclusive a nossa, no organismo.''
O presidente assegurou empenho para impedir que interesses eleitorais comprometam a estabilidade financeira. ''No que depender de mim e do governo, o cenário econômico e financeiro deste ano eleitoral será diferente daquele de 2002'', afirmou. ''Não tomarei medidas que produzam vantagens aparentes no curto prazo e causem problemas adiante'', completou. ''Meu único compromisso é com o bem-estar atual e futuro do povo brasileiro.''

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