Brasília - O líder do PV na Câmara, Edson Duarte (BA), minimiza as denúncias contra deputados do partido e outras irregularidades ligadas à legenda. ''Não é possível julgar um partido, um coletivo, por ações isoladas. Os indivíduos que atentem contra os princípios do PV não terão a solidariedade do partido, que exigirá explicações'', afirma. ''Em um país como o Brasil, com tantas dificuldades, é impossível não ter problemas pontuais.''
Em relação às falhas na prestação de contas do fundo partidário, Duarte as atribui a uma eventual ''inexperiência'' da legenda. ''Os erros não ocorrem por má-fé, mas por falta de experiência'', diz. Logo após a entrevista à reportagem, a assessoria do deputado informou que ele mandou exonerar o funcionário Rogério Corrêa Jansen, acusado de ligação com a máfia dos sanguessugas. O parlamentar alega que não sabia desse envolvimento do assessor.
Alvo de dois inquéritos no STF, o deputado Lindomar Garçon (RO) alega inocência. ''Em um deles, sou acusado de ir a uma festa do Dia das Mães quando prefeito em Candeias do Jamari. Meus adversários dizem que fui fazer campanha, mas não foi nada disso.''
A reportagem procurou na sexta-feira, por telefone, o presidente do PV, José Luiz Penna, mas não o localizou. Um e-mail foi enviado à sua assessoria de imprensa, mas não houve resposta até o fechamento da edição. O deputado Marcelo Ortiz (PV-SP) informou que desconhecia a denúncia contra o assessor Andrey Morais, mas indicou que não deve demiti-lo. ''Ele é um excelente funcionário. E, pelo que me informaram, não foi condenado. E se for absolvido?'' (L.C.)

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