O presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, ex-ministro dos Transportes Odacir Klein, defende a tese de apoio à reeleição do presidente Fernando Henrique, mas não a assume abertamente. Com meias palavras e declarações cifradas, o peemedebista deixou escapar, ontem, que a vontade do deputado Paes de Andrade não é a mesma da maioria da executiva nacional. E que o encontro extraordinário de março ‘‘é inoportuno’’ e que poderia ter sido adiado para junho, quando o PMDB realizará sua convenção nacional.
‘‘Não faço projeções de quem irá ganhar, porque acho que isso não cabe a um presidente de partido. Eu, pessoalmente, acho que um presidente não pode se envolver nisso’’, observou. Klein disse ainda que se o PMDB não lançar candidato próprio à presidência da República, a questão não deve ser encarada como um ‘‘descredenciamento da sigla’’. ‘‘Não, fazer coligações não descaracteriza ninguém’’, pondera.
O ex-ministro dos Transportes alfinetou ainda a defesa da cúpula peemedebista em favor da aliança de centro-esquerda. ‘‘Não vejo esta questão bem delineada. O que há são candidaturas postas. A do Lula (Luiz Inácio Lula da Silva) e a do Ciro (Gomes). De resto, não há nenhuma costura’’, assinalou. Ele garante que vai acatar a decisão da maioria, mas que adotará uma postura crítica de questionamento.
Odacir Klein diz que pessoalmente aprova o governo Fernando Henrique. De zero a dez, o ex-ministro deu sete para o governo federal. Segundo ele, existem erros e acertos. E que a preocupação agora deve ser em manter a estabilidade da moeda e fazer um reexame da política de empregos, da cambial, da Agricultura e das taxas de juros. (L.D)

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