Curitiba - O presidente da Assembléia Legislativa do Paraná, deputado Nelson Justus (PFL), afirmou ontem que considera inoportuna, neste momento, a discussão sobre o nepotismo. Justus deu a entender que não pretende responder tão cedo ao ofício do Ministério Público Estadual (MPE), que no mês passado pediu a relação de parantes de parlamentares que trabalham na Assembléia. Na semana passada, o MPE deu mais 30 dias para que Justus entregasse a lista.
''Não tenho mais dúvidas de que esta discussão é inoportuna'', disse o deputado. Para justificar sua opinião, ele afirmou que ainda no primeiro semestre deste ano o Congresso Nacional deve aprovar uma legislação específica sobre o nepotismo. ''Respeito o MPE, mas quero evitar qualquer tipo de desgaste'', declarou, acrescentando que seria desgastante exonerar os parentes dos deputados antes de existir uma lei sobre o assunto.
O MPE considera que a prática do nepotismo é condenada pela Constituição Federal, não sendo necessária uma legislação específica sobre o assunto. O MPE enviou ofícios a outros órgãos públicos do Estado, incluindo o Tribunal de Contas, a Câmara Municipal e a prefeitura de Curitiba. Nestes casos, deu prazo para que os parentes de titulares de cargos públicos sejam demitidos.

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