Para Justiça, processo pode ser concluído em até 80 dias
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de dezembro de 2000
Marta Medeiros De Maringá Especial para a Folha 
O promotor José Aparecido da Cruz da Promotoria Especial de Defesa do Patrimônio Público de Maringá acredita que a prisão de Paolicchi vai agilizar o trabalho do Ministério Público (MP). Cruz foi o autor da ação por improbidade administrativa contra Paolicchi e outros três funcionários da prefeitura Jorge Aparecido Sossai, Rosimeire Castelhano Barbosa e Waldemir Ronaldo Corrêa.
Com o réu preso e à disposição da Justiça, a tendência do processo é de correr mais rápido, afirma o promotor. O juiz titular da Vara Criminal Federal de Maringá, Edvaldo Mendes da Silva, confirma que, com o réu preso, o processo pode ser definido em 80 dias .
O MP não deve inquirir Paolicchi pessoalmente, mas utilizará todos os depoimentos prestados por ele na Justiça Federal e também na Justiça comum. O réu vai depor também na 1ª Vara Cível de Maringá, onde corre o processo por improbidade.
Na avaliação de José Aparecido da Cruz, pelas evidências os valores desviados da prefeitura por Paolicchi são bem maiores que os levantados até agora. O Tribunal de Contas (TC) revelou desvios de R$ 20 milhões, mas o rombo na prefeitura pode chegar a R$ 100 milhões. O patrimônio e a ostentação do ex-secretário sempre revelaram isso, segundo voz corrente em Maringá.
O juiz federal Edvaldo Mendes da Silva informou ontem que o depoimento de Paolicchi à Justiça Federal será marcado para os próximos dias pelo magistrado que conduz o processo, Anderson Furlan Freire da Silva. Os advogados de Paolicchi apostam que o depoimento deve ser tomado na segunda ou na terça-feira. (Colaborou Patrícia Zanin).


