Advogados criminalistas consultados pela Folha ontem calculam que Luis Antônio Paollichi pode passar 12 anos na prisão, de acordo com as penas previstas do Código Penal. Segundo o promotor de Defesa do Patrimônio Público, José Aparecido da Cruz, o ex-secretário é réu primário. Esse fato, afirmam os advogados, pode atenuar o tratamento que ele receberá da Justiça. O crime mais grave de que Paolicchi está sendo acusado é o de peculato. A pena máxima, nesse caso, é de 12 anos.
O professor de Direito Penal na Universidade Federal do Paraná, Luís Alberto Machado, diz que Paolicchi pode responder ao processo tanto em liberdade quanto preso. Isso, segundo ele, vai depender do juiz que o julgar e da velocidade do Ministério Público (MP) em suas apurações.
Machado defende, porém, o princípio da inocência. ‘‘Sou contra a prisão antecipada. Preso, só depois de condenado’’, afirma. O advogado Leonel da Rosa Vieira lembra que o juiz pode conceder liberdade provisória. ‘‘A prisão preventiva acontece quando existe o risco de fuga, por isso muitos respondem ao processo presos’’. (M.D.)

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