Para Judiciário, Khury era
um político de posições firmes


Arquivo FolhaSidney Zappa: ‘‘Era um homem conciliador que conseguiu um feito inédito na história da Assembléia, o de ser eleito presidente da Mesa Executiva por unanimidade’’Para o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ), Sidney Zappa, a influência de Aníbal Khury na política local vai fazer falta. ‘‘Era um homem conciliador que conseguiu um feito inédito na história da Assembléia, que foi ter sido eleito presidente da Mesa Executiva por unanimidade’’, lembrou. Em janeiro, Khury conseguiu 53 dos 54 votos de deputados estaduais para presidente da Assembléia. Apenas ele não votou.
Zappa conhecia Khury há 40 anos. ‘‘Como presidente do TJ nossas relações sempre foram harmoniosas, ele me visitou várias vezes nesses meses’’, conto. Zappa assumiu a presidência do TJ em fevereiro.
O procurador geral da Justiça, Gilberto Giacóia, disse ontem que o deputado Aníbal Khury foi de fundamental importância para o reconhecimento e independência financeira do Ministério Público no Paraná. Entre os anos de 1996 e 1997, ele conseguiu garantir 2% do orçamento do Estado para o Ministério Público (depois aumentado em 3%) e a instituição de um plano de cargos e salários. ‘‘O deputado sempre dispensou ao Ministério Público o tratamento correspondente’’, afirmou ele.
Giacóia lembrou que Khury tinha uma forma rígida de atuar, mas garantiu que ele nunca interferiu na independência administrativa do Ministério Público. ‘‘Ele era um homem de posições firmes, mas que sabia encaminhar as questões com entendimento. Ele nunca quis impor suas vontades para conosco’’, argumentou.
Os atritos - de acordo com Giacóia - podem ter ocorrido, mas sempre de maneira ética. ‘‘Ele fazia valer o seu poder com rigor, queria fazer valer as prorrogativas institucionais do poder Legislativo, mas sabia muito bem o seu papel e os limites constitucionais’’, argumentou. (L.P. e E.C.)

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