Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nelson Jobim, anunciou ontem as inovações do sistema eletrônico de votações para as próximas eleições. Uma das novidades é que, no dia anterior ao do pleito, serão sorteadas duas urnas em cada Estado para a realização de votações fictícias. Ao lado de cada urna, nas sedes dos TRE, haverá um computador para apuração dos votos, e os resultados serão confrontados na presença dos fiscais partidários.
Para garantir a inviolabilidade dos resultados, Jobim revelou que, no momento da abertura dos disquetes, o sistema de assinatura digital denunciará eventual violação. Já, se os dados tiverem sido alterados, o sistema de criptografia registrará a manipulação.
Com isso, o ministro acredita que a lisura do processo eleitoral estará garantida nas 350 mil urnas eletrônicas espalhadas por todo o País. Para ele, a segurança do sistema, inclusive na elaboração do mapa de apuração, acaba com a falsificação de votos e as controvérsias nas apurações.
Das oito sugestões apresentadas pela Unicamp para melhorar o sistema eletrônico de votação, Jobim disse que o TSE só não adotou uma, devido à escassez de tempo até às próximas eleições: a recomendação de que o sistema fosse avaliado por técnicos de fora do Tribunal.

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