Para irmãos Dias, há necessidade de reforma política
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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - Nem mesmo os parlamentares do PDT estadual, partido que fez a consulta junto ao TSE, concordaram com a verticalização pura e simples das alianças. Os senadores Alvaro e Osmar Dias criticaram a decisão, julgando a medida inócua caso não seja realizada uma reforma partidária que fortaleça os partidos. Se não tivermos partidos comprometidos ideologicamente, a verticalização só servirá para acirrar os desentendimentos entre os partidos, analisou Osmar Dias.
Até acho legítima a proposta. Mas tentar impor isso em um momento em que as alianças já estavam sido formadas é um casuísmo, é tentar mudar a regra do jogo quando ele já começou, criticou o deputado federal Rubens Bueno, presidente do PPS.
O presidente estadual do PT, André Vargas, afirmou que a sentença só vai privilegiar o PSDB. É um golpe do governo. Se houver uma aliança em nível nacional entre PMDB, PSDB e PPB, essa coligação terá 60% do tempo da propaganda eleitoral gratuita. Caso eles consigam repetir essa aliança nos estados, isso irá favorecer candidatos como Beto Richa (PSDB), por exemplo.
O próprio Beto Richa não se sente tão contemplado com a decisão da Justiça Eleitoral. Para ele, forçar partidos sem afinidade a realizarem alianças nos estados é inviável. Muitos vão acabar lançando candidatura própria. Agora, é uma questão de paciência e ver o que vai acontecer. Caso a sentença seja revertida, sobrará pouco tempo hábil para realizar alianças. Mas, em última análise, o PSDB tem condição de sair sozinho ao governo, pois temos uma boa estrutura estadual, garante Beto Richa.
O deputado estadual Valdir Rossoni, presidente do PTB estadual espera o desenrolar dos acontecimentos para comentar a decisão do TSE Qualquer posição agora é prematura, declarou ontem.


