Para o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel), Mauro Viecili, o valor (R$ 1,7 milhão) do imóvel bancado pelo contribuinte - um dos mais altos, desde o primeiro mandato do prefeito Nedson Micheleti (PT) - ''é insignificante'', se consideradas as consequências imediatadas de geração de emprego previstas na lei, mais os postos de trabalho estimados para até o final do ano, com a etapa de instalação do futuro curtume.
Viecili afirmou que a doação do terreno teria sido o único incentivo oferecido pela Prefeitura à instalação da Couroada, localizada em São Paulo e com filiais em Adamantina (SP), Novo Hamburgo (RS) e Colorado, além de unidades na Bahia e no Espírito Santo.
''Só oferecemos o terreno - outros incentivos onerariam muito mais a administração - pelo porte da empresa em 10 anos, por exemplo, quanto não deixaríamos de arrecadar em tributos?'', questionou, para completar: ''Se somarmos tudo que ficará, dado o volume de faturamento do grupo e arrecadação de IPVA (imposto, na verdade, recolhido pelo Estado) e IPTU, o valor do imóvel é insignificante'', considerou.
Para o diretor da Couroada, Leomar Fenske, a doação da área não foi exatamente um fator-chave para a vinda do grupo. ''Diria assim: todo empresário, todo empreendedor, vem buscar algo que auxilia dentro do desenvolvimento do projeto. O aspecto terreno não foi um empecilho, mas o trabalho do Idel junto ao prefeito foi, claro, um diferencial'', disse. Segundo o executivo, incentivo semelhanmte só ocorreu na instalação da filial de Adamantina. (J.G.)

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