Curitiba - O chefe da Casa Civil, Rafael Iatauro - ex-conselheiro e ex-presidente do Tribunal de Contas, onde trabalhou quase 40 anos - disse que as ressalvas são comuns em contas de governos e não significam irregularidades irrecuperáveis.
''As ressalvas fazem parte de normas internacioanis de auditoria, que o Tribunal de Contas do Paraná segue'', explicou ele. Iatauro disse que, até hoje, apenas uma vez as contas de um governo foram desaprovadas. ''Foi em 1971, no governo (Haroldo) Leon Peres'', lembra.
Iatauro disse que as áreas da Saúde e Educação costumam ser críticas na hora da análise no TC, pois dependem da forma de cálculo dos governos e da interpretação dos conselheiros e áreas técnicas. ''Por exemplo, existe essa discussão em torno do saneamento entrar ou não na saúde'', observou.
Já no caso da Ciência e Tecnologia, Iatauro disse que o limite de 2% previsto na Constituição Estadual não tem o respaldo da Constituição Federal. Na opinião do secretário, esse percentual seria muito alto. ''Nenhum governo consegue gastar isso'', afirmou. (M.D.)

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