Para governo, proposta é eleitoreira
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
De Curitiba 
O líder do governo, Durval Amaral (PFL), não demonstrou a menor preocupação com o pedido de impeachment, que classificou de proposta nitidamente eleitoreira. Disse que não será necessária sequer manobra para impedir a aprovação do pedido de cassação. O procurador jurídico da Casa vai obviamente concluir que isso não tem fundamentação nenhuma e o documento será arquivado, alfinetou. Amaral confia também na maioria governista da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Para o pefelista, a oposição está colocando a carroça na frente dos bois, porque o impeachment é válido somente após um longo processo de investigação, que comprove irregularidades. E até agora ninguém apresentou prova de nada. Não adianta alardear um pedido dessa natureza sem ter provas concretas, ponderou Amaral. A CPI da Telefonia, que apura denúncias de grampos no Palácio Iguaçu e em comitês eleitorais, está em busca de documentos que comprovariam ligação do Palácio no esquema de escutas ilegais. O governo do Estado sustenta que nunca fez escutas clandestinas.
O chefe da Casa Civil, Alceni Guerra, responsável pela imagem política do governador, disse que a iniciativa de Requião é retórica e será respondida com retórica. O secretário avalia que não vale a pena entrar em um jogo de holofotes. Guerra afirmou que o assunto será resolvido dentro da Assembléia.
Para o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, desde que o ex-presidente Fernando Collor teve o mandato cassado parece que virou moda pedir impeachment.
O senador Roberto Requião (governador de 1990-94) também já foi alvo de um pedido de impeachment, assinado pela Associação dos Magistrados do Paraná. O pedido, entretanto, foi rejeitado pela Assembléia Legislativa. (M.D.)


