Curitiba - A criação das paraestatais, para o secretário de Estado de Administração e da Previdência, Ricardo Smijtink, fez com que o Estado ganhasse agilidade, mas, segundo ele ''sem perder a transparência''. As instituições, segundo ele, contam conselhos que têm a participação de membros da sociedade. Além disso, os gastos são supervisionados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Outro modelo adotado na gestão Jaime Lerner e defendida por Smijtink são as concessões de serviço como o do transporte de ferry-boat na travessia entre Matinhos e Guaratuba, no Litoral. Além da melhoria na prestação do serviço, segundo ele, o usuário ganhou com a redução das tarifas.
''O Estado deve garantir que o serviço seja prestado com qualidade. Se existem serviços que a iniciativa privada pode executar de forma mais eficiente, cabe ao Estado regular e fomentar essa atividade'', afirmou Smijtink, referindo-se à terceirização das penitenciárias e à privatização das rodovias.
Ao transferir para a iniciativa privada a manutenção das penitenciárias, avaliou o secretário, o Estado se livrou de um ônus de longo prazo, que é arcar, por exemplo, com o pagamento de um funcionário até ele se aposentar. No caso das rodovias, o governo deixou o papel de executor para ser o regulador dos serviços e pode, agora, concentrar o atendimento nas áreas não pedagiadas.
O Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge-PR) não vê a transferência dos serviços do Estado para instituições de caráter privado como uma iniciativa positiva. ''O atual governo tem procurado extinguir várias funções que eram do Estado, tirando o vínculo direto. Com isso, o exercício das políticas públicas deixa de ser eficiente'', avaliou o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos Correa Soares.(A.L.)

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