O secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, disse ontem que não há como negar que a vitória da Seleção teria ajudado a aumentar o clima de otimismo no País. ‘‘É claro que a vitória teria influido, porque, pouco a pouco, o governo foi ficando mais identificado com a luta dos nossos jogadores em Paris do que a oposição’’, afirmou. ‘‘Mas não foi uma derrota, foi um meia derrota’’, disse. ‘‘A avaliação é que não terá nenhum reflexo nas pesquisas.’’ O governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), concorda: ‘‘A derrota não terá influência’’, disse. ‘‘Não foi uma derrota, ser vice, no caso de futebol, é muito bom. Não é como nas eleições em que um perde e outro ganha.’’
Segundo ele, a vitória favoreceria FHC. ‘‘O presidente iria lucrar com a vitória da Seleção’’, disse. ‘‘Se a Seleção tivesse vencido haveria um clima de euforia no País.’’ Para Cristovam, pode haver algum pessimismo nos próximos dias. O governo também espera isso e ligou o sinal de alerta. A avaliação dos governistas é de que nos próximos dias é preciso impedir que qualquer problema do governo acabe tendo seu impacto maximizado pelo clima de desânimo no País.
Os aliados de FHC lembram que sua queda nas pesquisas foi relacionada a problemas como seca, desemprego, incêndio em Roraima e a declaração infeliz do presidente, que comparou a vagabundos quem se aposenta com menos de 50 anos. Há 45 dias, FHC aparecia nas pesquisas empatado tecnicamente com seu Lula. O presidente recuperou-se e já tem 17 pontos de vantagem, segundo pesquisa do Ibope da semana passada.

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