Para governo e PT, derrota na Copa não altera pesquisa
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segunda-feira, 13 de julho de 1998
Agência Estado 
O secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, disse ontem que não há como negar que a vitória da Seleção teria ajudado a aumentar o clima de otimismo no País. É claro que a vitória teria influido, porque, pouco a pouco, o governo foi ficando mais identificado com a luta dos nossos jogadores em Paris do que a oposição, afirmou. Mas não foi uma derrota, foi um meia derrota, disse. A avaliação é que não terá nenhum reflexo nas pesquisas. O governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque (PT), concorda: A derrota não terá influência, disse. Não foi uma derrota, ser vice, no caso de futebol, é muito bom. Não é como nas eleições em que um perde e outro ganha.
Segundo ele, a vitória favoreceria FHC. O presidente iria lucrar com a vitória da Seleção, disse. Se a Seleção tivesse vencido haveria um clima de euforia no País. Para Cristovam, pode haver algum pessimismo nos próximos dias. O governo também espera isso e ligou o sinal de alerta. A avaliação dos governistas é de que nos próximos dias é preciso impedir que qualquer problema do governo acabe tendo seu impacto maximizado pelo clima de desânimo no País.
Os aliados de FHC lembram que sua queda nas pesquisas foi relacionada a problemas como seca, desemprego, incêndio em Roraima e a declaração infeliz do presidente, que comparou a vagabundos quem se aposenta com menos de 50 anos. Há 45 dias, FHC aparecia nas pesquisas empatado tecnicamente com seu Lula. O presidente recuperou-se e já tem 17 pontos de vantagem, segundo pesquisa do Ibope da semana passada.


