Para Garotinho, salário mínimo é provocação
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domingo, 01 de setembro de 2002
Agência Folha 
São Paulo - O candidato à Presidência da República pela Frente Brasil Esperança (PSB-PGT-PTC), Anthony Garotinho, classificou de ''provocação'' a proposta do governo federal de aumentar o salário mínimo para R$ 211. As informações são do site do candidato.
''Estou indignado e triste. As tarifas e os preços subiram e o governo propõe um aumento de R$ 11? Essa proposta chega a ser uma provocação, uma ofensa'', disse Garotinho em entrevista à imprensa, ontem, no Rio de Janeiro, após reafirmar o seu compromisso de aumentar o salário mínimo para R$ 280, em maio de 2003.
O presidenciável também endossou as críticas feitas pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jayme Chemello, sobre a aliança entre o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, e o senador José Sarney (PMDB-AP). ''Essas alianças espúrias, que comprometem o processo eleitoral, são condenáveis'', disse Garotinho, afirmando também que a sua candidatura é a única livre de alianças espúrias.
Em relação às pesquisas eleitorais, o ex-governador do Rio de Janeiro voltou a reiterar que ainda é muito cedo para se fazer previsões. Garotinho lembrou que vários candidatos, no Brasil e no exterior, perderam as eleições, apesar de serem apontados como favoritos por pesquisas de intenção de voto. ''Nada muda na nossa campanha. Vamos apenas reforçar as viagens para o Sudeste, onde estão concentrados 45% dos eleitores'', explicou.
Sobre as agressões entre o tucano José Serra e o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, Garotinho disse que a opinião pública não está satisfeita com esse tipo de comportamento dos presidenciáveis. ''No horário eleitoral, temos apresentado nossas idéias, propostas. A opinião pública não está satisfeita com o comportamento desses candidatos. Um homem público não pode ter esse tipo de postura'', assinalou. Ontem Garotinho gravou, novamente, programas para o horário eleitoral gratuito, em Santa Teresa.


