Curitiba - Hoje é a vez da Força Sindical do Paraná expor seus argumentos sobre o salário mínino regional de R$ 437 aos deputados estaduais. O presidente da entidade, Sérgio Butka, vai defender no plenário da Assembléia Legislativa a implantação do novo salário alegando que a mesma medida adotada no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro não gerou desemprego e nem informalidade. Além disso, o presidente da Força Sindical defende que ‘‘quando se precariza algumas áreas, como a mão-de-obra e os salários, precariza-se também a administração da empresa’’. Isso, segundo ele, faz com que a indústria perca competividade.
  ‘‘O salário mínimo regional vai melhorar o nível administrativo do empresário paranaense. Além disso, o Paraná não é pioneiro nisso. O
Rio Grande do Sul já implantou, com um valor maior inclusive, e não teve desemprego. Não é isso que gera desemprego’’, afirmou Butka, que alega ter dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e de sindicatos gaúchos sobre o assunto. ‘‘É comodismo empresarial. Quando se tem uma crise sempre a primeira coisa que se dimuinui é o salário’’, completou. Além de defender a alta do salário mínimo, Butka afirmou que no Brasil ainda falta se ‘‘fazer a lição de casa, que são as reformas sindical e trabalhista’’. (A.B.)

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