Washington - Um relatório publicado ontem pelo FMI (Fundo Monetário Internacional) sobre combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento de terrorismo critica o Brasil por limitar o trabalho de autoridades fiscais, não avançar na ratificação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o tema e não exigir dos bancos maior comprometimento contra a abertura de contas em nomes de laranjas. O governo, por sua vez, concorda com a agenda, mas até agora fez pouco na prática para mudar. O relatório foi elaborado pelo Gafi (Grupo de Ação Financeira Internacional), criado em 1989 pelo G7 (grupo de países mais industrializados) para combater a lavagem de dinheiro.
O relatório faz parte do banco de dados do FMI, mas não reflete necessariamente a visão do fundo, segundo alerta no texto. É o segundo documento sobre o Brasil. O primeiro ficou pronto em 2000, e continha mais críticas. Agora, elogiam-se o avanço na legislação interna, a criação do DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional) e a instalação de varas federais especializadas.
Segundo o documento, a rigidez do sigilo bancário permanece como um dos principais entraves para a polícia e o Ministério Público no combate à lavagem de dinheiro. A falta de regras e leis claras também dificulta o trabalho de autoridades estrangeiras que investigam contas nacionais, na avaliação do grupo.

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