A flexibilização das leis trabalhistas, que deve ser votada hoje, é considerada necessária mas ainda insuficiente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). ''A proposta do governo é bastante tímida. Mas já é um primeiro passo'', afirmou Pedro Constantino Evangelinos, diretor-titular do Departamento de Integração Sindical da Fiesp.
Na visão da entidade, até as cláusulas pétreas, garantidas pela Constituição, como recolhimento do FGTS, contribuição previdenciária, vales-alimentação e transporte, devem ser flexibilizadas. ''É uma imbecilidade achar que 80 milhões de brasileiros (econonomicamente ativos) são ignóbeis ou incompetentes para sentar na mesa na frente do empregador e negociar. Cada trabalhador sabe o que é melhor para ele, se deixar de ter alguns direitos ou perder o emprego.''
Evangelinos justificou as mudanças dizendo que as regras hoje existentes foram escritas ''há mais de meio século'', quando o País tinha uma economia fechada. ''Entre as 20 economias principais do mundo, nenhuma tem uma legislação como a nossa, com 922 artigos'', disse.
Ainda segundo Evangelinos, essa profusão de artigos incentiva o ingresso de ações trabalhistas na Justiça do Trabalho. ''Foram 2 milhões de ações no ano passado'', reclamou.

mockup