O presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou ontem que a situação da Argentina é ''facilmente reversível'', depois de uma rápida confusão: ele falou ''irreversível'' e se corrigiu em seguida. FHC justificou assim seu prognóstico: ''Todos nós temos as condições aqui nessa região de receber ajuda, depois de termos feito o esforço da redemocratização, o esforço da organização''.
O presidente disse que está confiante na ajuda do FMI e dos sete países mais ricos, principalmente os EUA, para a Argentina. Segundo ele, essa posição é compartilhada pelos outros 18 presidentes latino-americanos que vieram a Santiago do Chile para a reunião do Grupo do Rio.
O presidente do Chile, Ricardo Lagos, afirmou ao encerrar a reunião que tinha acabado de conversar por telefone com o presidente George W. Bush. Ele teria dito que seu governo e os demais integrantes do G-7 ''compreendem perfeitamente a necessidade de manter o fluxo de capital aberto aos mercados emergentes'' e que é preciso encontrar uma solução em breve, para trazer tranquilidade ao mercado.

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