Para entidades, democracia sai fortalecida
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de agosto de 2001
De Curitiba 
Protagonistas de uma inédita participação em um projeto político, entidades de classe avaliam o projeto de iniciativa popular como uma vitória da sociedade, apesar da derrota dele na Assembléia. ''Foi a primeira vez que se desenvolveu um questionamento não-partidário, não-corporativo e não-ideológico'', avalia Luiz Antonio Rossafa, presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) do Estado.
O Crea, que representa cerca de 30 mil profissionais, foi uma das primeiras entidades a se engajar no Fórum Popular, ainda em fevereiro. Na opinião de Rossafa, a iniciativa foi um alerta contra o modelo de privatizações adotado no Brasil. Outra lição, diz ele, é que a população precisa votar em projetos, não em pessoas. ''O voto não é uma carta de autorização para o deputado fazer o que quiser.''
Para o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Marcos Domakoski, o projeto popular significou o ''amadurecimento da democracia''. ''Esperamos que os novos controladores da Copel mantenham a mesma qualidade dos serviços, que a agência reguladora do setor funcione, e que os recursos (da privatização) sejam aplicados em benefício de toda a comunidade.'' A ACP representa 8 mil lojistas do Estado. Pesquisa interna apontou que 70% deles são contrários à venda da Copel. (V.D.)


