A votação do projeto - até então, com a revogação de todo tipo de distanciamento mínimo, inclusive entre os postos - foi acompanhada pelo presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Paraná (Sindicombustíveis-PR), Roberto Fregonese. O empresário compareceu à Câmara, criticou o projeto dentro e fora do Plenário e avaliou que a iniciativa, a despeito do argumento da livre-concorrência, deverá ''aumentar o custo do combustível''.
De acordo com Fregonese, com seus 110 postos Londrina já estaria, acredita ele, com um número ''mais do que razoável'' de estabelecimentos de revenda. ''Sem a imposição de um distanciamento mínimo, serão mais postos, mas vendendo menos. Resultado: os donos terão menos margem para trabalhar, e os custos ficarão mais altos para o consumidor''.
O presidente do sindicato justificou que foi à Câmara ''municiar os vereadores com dados técnicos relacionados a critérios de segurança e meio ambiente que já vigoram'' e aproveitou para criticar indiretamente, os autores do projeto de lei. ''Parece até que não conhecem esse tipo de mercado. Se aumentar a oferta desse jeito resolvesse (para baratear preço de combustíveis, diante de eventual maior concorrência), Londrina teria os medicametos mais baratos do mundo, pois tem seis vezes mais farmácias do que preconiza a ONU (Organização das Nações Unidas)'', ironizou. (J.G.)

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