Para Dirceu, apoio de Itamar ao PT é certo
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sábado, 26 de janeiro de 2002
Agência Folha 
São Paulo Na tentativa de ampliar seu leque de alianças para as eleições presidenciais de outubro, o PT trabalha com um cenário no qual o PMDB ficaria dividido internamente. Desta maneira, o apoio do governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), a Luiz Inácio Lula da Silva, provável candidato petista à Presidência da República, estaria garantido.
Tenho certeza absoluta que o governador (Itamar Franco) vai estar com a oposição. Pela história dele, pelo que fez nos últimos anos como governador de Minas, pela militância na oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso. Acho que é óbvio para o País que ele estará conosco, afirmou o presidente nacional do PT, o deputado federal José Dirceu (SP), sobre a posição que Itamar deve tomar, caso não seja candidato.
Dirceu encontrou-se ontem de manhã com Itamar, em São Paulo. No cardápio da reunião estava a formação de uma aliança das oposições. De acordo com o deputado, as conversas do PT com o PMDB irão continuar. A tentativa é garantir o apoio das alas que militam na oposição no caso de o PMDB não lançar candidato à Presidência.
O atual momento político do PMDB já é de divisão interna. Na última terça-feira, o líder do partido na Câmara dos Deputados, Geddel Vieira Lima (BA), disse que a candidatura própria está ficando difícil de ser viabilizada. No dia seguinte, o presidente da legenda, o deputado federal Michel Temer (SP), divulgou nota afirmando que a posição de Geddel é pessoal e não do partido. A nota, no entanto, deixa em aberto a política de alianças.
Itamar, o senador Pedro Simon (RS) e o ministro do Desenvolvimento Agrário Raul Jungmann condenaram a postura de Geddel e reafirmaram que irão disputar as prévias do partido. O senador José Sarney (PMDB-AP) irá trabalhar por um apoio à sua filha, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), caso não haja consenso no partido. O que eu diria é que está evidente para o país que o PMDB tem uma ala forte que não aceita apoiar as candidaturas do governo, avalia Dirceu.


