Roma - Em busca de novos investimentos nos setores de infra-estrutura e de fármacos, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, após encontrar com empresários italianos, descartou ontem, que a possibilidade de que os escândalos da corrupção brasileira possam afastar os investidores internacionais. Ela reiterou que política clara do governo de combate à corrupção ajuda a estabilidade institucional do País, criando um ambiente confiável ao investidor.
Dilma ressaltou a importância de acabar com a impunidade, citando o exemplo da operação ''mãos-limpas'' na Itália que nos anos 90 combateu a corrupção no país. ''O nosso processo também é de investigação, de punição e de esclarecimento. Por isso, eu acho que o combate à corrupção não prejudica o investimento e sim melhora a afeição ao Brasil, porque ninguém é ingênuo internacionalmente de achar que algum país não tem corrupção. Não existe um país mais virtuoso que outro, existem instituições mais fortes que outras. Nós temos que fortalecer as nossas instituições '', disse.
Segundo a ministra, o fato de o Brasil ter uma dívida externa de US$ 62 bilhões e uma reserva de US$ 135 bilhões desperta ainda mais o investimento internacional. ''Os investidores internacionais anteciparam esta modificação e, por isso, temos um significativo aumento de interesse externo. Estou sentindo isso na Itália. Há maior disposição em apostar no Brasil.''

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