Para deputado, lei representa fim da picaretagem
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Para o deputado federal Hermes Frangão Parcianello (PMDB), de Cascavel, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) representa o fim da mamata e da picaretagem na administração pública, porque os administradores que não a cumprirem podem ir parar na cadeia.
O prefeito em exercício de Cascavel, Eduardo Marassi (PFL), acredita que a lei aprovada contempla uma questão de moralidade no serviço público. Para Marassi, o projeto finda uma prática que infelizmente se tornou corriqueira, a de prefeitos, no último ano de seus mandatos, assumirem dívidas astronômicas e comprometer o trabalho de seus sucessores. Ele cita o caso de seu município: a atual administração do prefeito Salazar Barreiros (PPB), que está em férias herdou dívidas de R$ 16 milhões. Entre as dívidas, já pagas, estavam salários atrasados há vários meses do funcionalismo público municipal.
O deputado Frangão ressalta o fato da vigência imediata da LRF, quando, pela primeira vez haverá a possibilidade de reeleição de prefeitos. Segundo ele, haverá inibição ao uso da máquina pública na campanha, assim como freio a empréstimos, antecipações de receitas orçamentárias e gastos com contratação de obras eleitoreiras, que, na opinião do deputado, comprometem a administração seguinte.
O parlamentar chegou a propor a inclusão, na lei, de dispositivo que responsabilizasse criminalmente prefeitos, governadores e até o presidente da República, quando houvesse atraso nos pagamentos ao funcionalismo público. O dispositivo também os tornaria inelegíveis,Não tem sentido pagar as duplicatas de apaniguados, notadamente empreiteiros, e deixar em situação de desespero humildes servidores, argumenta Hermes Frangão Parcianello. A proposta acabou não vingando no projeto aprovado pela Câmara.





