Curitiba A Copel tem documentos que atestam que do ponto de vista técnico e contábil, a estatal não realizou nenhuma irregularidade na compra de créditos tributários no valor de R$ 45 milhões da Olvepar. A empresa estaria devidamente amparada na lei estadual sobre ICMS e em documentos emitidos pela Receita Estadual. O Ministério Público (MP) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE) estão investigando se Ingo Hubert pode ser reponsabilizado criminalmente pelas eventuais irregularidades encontradas.
Em 2 de dezembro do ano passado, o conselheiro Heinz Herwig, do Tribunal de Contas do Estado (TCE), emitiu um parecer informal favorável à operação. Documentos da Receita Estadual reconheciam que os créditos da Olvepar eram legais e válidos. A Copel é uma empresa de capital aberto, e é avaliada por comissões internas e também por auditores externos independentes. As operações com a Olvepar devem constar do balanço anual da empresa, que deve ser divulgado nas próximas semanas.
O MP e a PGE também investigam outras operações de compras de créditos feitos pela Copel de empresas que seriam fantasmas. O governo estadual estima que operações irregulares feitas pela estatal tenham gerado um rombo de cerca de R$ 80 milhões. (R.F.)

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