Brasília - O pronunciamento de Lula foi considerado ''pífio'', ''insincero'' e ''frustrante'' pela oposição e até mesmo por integrantes da base aliada no Congresso, mas houve quem saísse em defesa da iniciativa do presidente entre os governistas.
O presidente da CPI dos Correios, por exemplo, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse que Lula demonstrou compromisso com a ética. ''Ele busca responsabilizar as pessoas que nos levaram a essa situação difícil. Não podíamos esperar outra postura de um homem de bem.''
O discurso do líder do PSDB no senado, Arthur Virgílio (AM), foi um dos mais duros contra as declarações do presidente. ''Mais uma vez o presidente insultou a nação com a desfaçatez do ''eu não sabia''', disse ele. Em sua opinião, Lula foi ''dúbio'' e ''cúmplice da mentira''. ''Ele disse que foi traído, mas não disse quem o traiu nem quem são os culpados. Queria que vossa excelência tivesse sido sincero'', afirmou.
O senador peemedebista Mão Santa (PI) lembrou que a Igreja Católica homenageia os mortos com um réquiem, o que deveria ser feito também para o governo e para o PT. ''O PT está morto, o governo também.''
O petista Cristovam Buarque (DF) disse que o discurso poderia ser resumido em uma palavra: ''frustrante''. Disse que Lula teria de, no mínimo, anunciar projeto de lei acabando com a reeleição e que não seria candidato em 2006. O senador disse que na segunda-feira comunicará se fica ou não no PT. ''Não tenho nenhuma ligação política mais com o PT. O que me impede de falar agora que deixarei o partido é o afeto da militância'', disse.

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