O pré-candidato do PPS à Presidência da República e ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes afirmou ontem, em Porto Alegre, que o novo ministério do governo Fernando Henrique Cardoso alcançou ‘‘a vulgaridade absoluta’’. Para Ciro, ‘‘um dos piores defeitos de Fernando Henrique, ditado pela sua vaidade desproporcional, é cercar-se de gente medíocre’’. Reparou que o ministério anterior, com uma ou outra exceção, já era fraco.
‘‘Um país que tem no Ministério da Justiça uma transição entre Íris Rezende e Renan Calheiros...; o que é isso? Francamente!’, afirmou. O ex-governador do Ceará começou ontem um rápido roteiro pelo Rio Grande do Sul.
Entendendo que as trocas ministeriais ‘‘deixaram o País paralisado’’, Ciro condenou a barganha política que antecedeu as mudanças, realizada ‘‘descaradamente’’, a seu ver. ‘‘São coisas que deixam o povo descrente da política’’, avaliou. Ele atacou a criação de um ministério para o PFL, o extraordinário da Reforma Institucional, pejorativamente alcunhado de Mirin, ‘‘com dinheiro público, sala pública, mesa pública, telefone público’’. Ele afirmou: ‘‘É para debochar.
Ciro Gomes defendeu a manutenção da Petrobrás sob domínio do Estado, considerando-a estratégica. ‘‘No campo do petróleo, não há lugar para ingenuidade; só existem as estatais e o cartel internacional; não há competição’’, observou. Previu que um novo conflito no Oriente Médio faria novamente explodir os preços do óleo, e o Brasil não poderia ser exposto a tal risco. (AE)

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