Para Chinaglia, mudança não valerá para 2008
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sexta-feira, 13 de abril de 2007
Anne Warth<br>Agência Estado 
São Paulo - O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), admitiu ontem ser difícil a aprovação do fim da reeleição e a ampliação do mandato de cargos executivos para cinco anos até maio, prazo final para que as medidas entrem em vigor já a partir de 2008, durante as eleições municipais.
Segundo ele, os assuntos não fazem parte das prioridades da Casa em relação à reforma política, decididas por uma comissão especial da legislatura passada e adotadas pela atual, e, por isso, devem enfrentar dificuldades de tramitação. ''Pessoalmente sou contra a reeleição e a favor do mandato de cinco anos, mas esse debate ainda não está na Câmara e isso já dá uma dimensão de que não são assuntos fáceis de tramitar'', disse.
Ele ressaltou que ainda que seja favorável às medidas, não lutará por elas, pois seu papel como presidente da Casa é contribuir para que a discussão avance, sem articular para um lado ou outro.
Na avaliação de Chinaglia, é importante seguir a linha definida pela legislatura anterior, sobre a qual há algum consenso, ''senão nós vamos ver o TSE legislando mais uma vez, e nós sabemos que às vezes eles cometem equívocos''. Ele disse haver praticamente unanimidade na Câmara em relação à fidelidade partidária e ao financiamento público de campanhas.
''É difícil prever até mesmo se essas questões serão votadas até maio, pois quando o prazo foi estabelecido, não havia a obstrução e a disputa política pela instalação da CPI (do Apagão Aéreo) na Casa'', disse.


