Para Bolsonaro, ministério Figueiredo é modelo
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Claudio Humberto 
Brasília, quinta-feira, 25 de outubro de 2018
CLÁUDIO HUMBERTO
"Todas as perturbações da eleição serão superadas"
Ex-presidente José Sarney não vê ameaças à democracia, independentemente do vencedor
Para Bolsonaro, ministério Figueiredo é modelo
A equipe que prepara as ações de um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL) foi orientada a adotar como limite os 16 ministérios do governo João Figueiredo, de 1979 a 1985. Mas o candidato do PSL avisou que serão feitas mudanças de denominação, com a fusão de ministérios e a criação de outros, sintonizados com os novos tempos. É o caso do Ministério de Ciência e Tecnologia, que não existia. Mas é possível que seja mantido como atualmente, absorvendo a área de Comunicações.
Astronauta no espaço
Em eventual governo Bolsonaro, o tenente-coronel da FAB Marcos Pontes, o primeiro astronauta, será o ministro de Ciência e Tecnologia.
Ministro da Economia
Paulo Guedes deverá incorporar a condição de "superministro" da Fazenda, Planejamento e Desenvolvimento Econômico.
Outro três-em-um
Cultura, Esporte e Turismo também poderão se fundir no Ministério do Entretenimento, de concepção moderna, com viés econômico.
Irmãos siameses
O Ministério da Agricultura existia no governo Figueiredo, mas em um provável governo Bolsonaro vai se unir ao Ministério do Meio Ambiente.
Candidatos continuam mentindo, mas TSE ignora
Empenhada no combate a fake news e às "ameaças" à democracia, a Justiça Eleitoral não se incomoda com a maior fonte de falsidades da campanha de 2018: os próprios candidatos, que estão autorizados a usar o horário eleitoral, público, para mentir sem repercussão. A maioria mente quando se elogia e quando ataca seus adversários. Pode-se mentir, prometer sem não cumprir e até inventar histórias.
Pinóquio ao vivo
Haddad começou entrevista no Jornal Nacional, a primeira do 2º turno, dizendo representar a "socialdemocracia". Seu nariz deve ter crescido.
Candidato pode tudo
Candidato até comete crime ao mentir sobre o rival, como em Brasília, mas a Justiça Eleitoral só tem olhos para fake news de anônimos.
'Verificação' fake
Vídeo de Haddad de agosto é considerado "fake", mas vídeo do filho de Bolsonaro de julho é tido como verdadeiro. E considerado "ameaça".
Mudança de atitude
Ministros do Supremo Tribunal Federal como Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Edson Fachin têm sido insultados há anos, nas mídias digitais e até nas ruas, e nunca mereceram dos colegas solidariedade tão eloqüente e adjetivada como se viu na sessão da Segunda Turma.
Garota veneno
Os próprios ídolos no PT foram os primeiros a virar as costas à garota de 19 anos que desenhou uma suástica no próprio corpo para culpar apoiadores de Bolsonaro. Tão jovem e tão cínica.
Fanatismo gagá
O fanatismo doentio que fez a garota gaúcha se mutilar para culpar Bolsonaro é o mesmo que levou o velho cantor e militante Geraldo Azevedo a mentir, dizendo ter sido torturado pelo general Mourão. Com pernas curtas, ele não sabia que na época Mourão tinha só 16 anos.
Virou meme
Inspirou vários memes, digamos, positivos a baixaria do vídeo pornô em São Paulo. Como o que avisa aos amigos que "nos próximos dias estarei ausente acompanhando Dória nessa reta final de campanha".
Esse Ibope...
O Ibope que "não viu" Witzel no Rio de Janeiro e nem Zema em Minas, diz agora que na cidade de São Paulo, onde teve só 19,7% dos votos no 1º turno, Haddad venceria Bolsonaro por 51% a 49%. Conta outra...
Trilha da ética
A jornalista Kátia Cubel, presidente da Engenho Comunicação, representou o Brasil no 17º simpósio da Sociedade de Compliance e Ética Corporativa em Las Vegas, no Estados Unidos.
Mais uma mentira
Fake news nas redes sociais dá Antônio Carlos de Almeida Castro como advogado do bandido que tentou matar Bolsonaro. É mentira. "Não conheço, nunca vi, não sou advogado deste tal Adelio", diz Kakay.
Saída em alta
Michel Temer deve deixar o Presidência da República comemorando a alta de geração de empregos. Foram 739 mil vagas até setembro. Pouco para os 13 milhões de desempregados. Mas é um bom começo.
Pensando bem...
...poucos brasileiros não discutiram política neste segundo turno. Entre eles, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad.
PODER SEM PUDOR
Espírito natalino
Às vésperas do Natal de 1991, como sempre, os senadores votavam em esforço concentrado uma pequena redução nos próprios salários, rolagem de dívida dos Estados, incentivo fiscal para usineiros e a tal "renda mínima" de Eduardo Suplicy. O maranhense Epitácio Cafeteira pediu a palavra:
- Baixou o espírito natalino no Senado: vamos votar a redução do nosso próprio salário, rolar a dívida de quem não paga, conceder incentivo a quem é inadimplente e dar dinheiro a quem não trabalha...

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Com André Brito e Tiago Vasconcelos
www.diariodopoder.com.br


