Curitiba - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, adotou ontem, em Curitiba, o mesmo discurso feito pelo presidente Lula na quinta-feira, em defesa da aprovação da CPMF. Lula sugeriu que a extinção do ''imposto do cheque'' só beneficiaria sonegadores, já que a tributação poderia justamente detectar o crime.
Questionado sobre o fato dos sonegadores nem sempre deixarem o dinheiro circular via bancária (o que impediria a cobrança da CPMF), o ministro rebateu: ''Não é inteiramente verdade. Porque o dinheiro de quem sonega também circula nas agências bancárias. Mesmo 'mega' traficantes foram presos porque deixaram rastro'', exemplificou.
''Outra alternativa é andar com saco de dinheiro na mão, o que é cada vez mais difícil. Não se pode andar com volumes grandes de dinheiro. Existem esquemas de sonegação que passam pelos bancos. Além do efeito arrecadatório, a CPMF é fundamental para ajudar no combate à sonegação'', respondeu o ministro.
O ministro disse que acredita na aprovação da prorrogação da CPMF no Senado e que o PSDB está disposto agora a ajudar, inclusive no diálogo com outras lideranças de legendas de oposição. Na quinta-feira, Lula fez duras críticas aos pefelistas (DEM), que estariam firmes em negar o pedido do governo federal.
''O governo federal já demonstrou que se preocupa com o equilíbrio fiscal. O presidente Lula tem zelo pela questão econômica. Tirar um volume de recursos de uma hora para outra é irresponsabilidade'', defendeu o ministro, acrescentando que em 2007 a estimativa é que a CPMF renda cerca de R$ 36 bilhões à União.
O ministro esteve em Curitiba para participar de um encontro estadual das cooperativas do Paraná, ao lado do ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. (Leia mais em Economia).

mockup