O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Gilberto Carvalho, disse que ao final do segundo ano de governo a sensação é de ''satisfação e dever cumprido''. Carvalho, que é londrinense e irmão da ex-vereadora Márcia Lopes, que atualmente ocupa a Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, participou neste final de semana do 4º Encontro Nacional de Fé e Política, em Londrina.
''É evidente que gente sempre sonha mais. Quando você assume o governo sempre quer realizar naqueles quatro anos tudo o que você alimentou de sonhos e esperanças durante toda a sua vida. Eu diria que é uma sensação de satisfação, de absolutamente dever cumprido. Insisto em dizer que o presidente Lula não recuou um milímetro dos compromissos que ele assumiu, que nós assumimos no nosso programa de governo'', assegurou.
Conforme Carvalho, 2005 será um ano de realizações. ''Conheço por dentro o governo e sei de muitos projetos que estão em processo de amadurecimento e que vão dar frutos agora e ao mesmo tempo acho que realizamos muito neste tempo. É menos do que precisávamos talvez, e mais do que talvez teríamos conseguido se não tivéssemos lutamos tanto como lutamos.''
Na avaliação de Carvalho, o crescimento da economia poderia ser maior não fosse a ''herança'' de governos passados e a falta de articulação da política econômica internacionalmente. ''É evidente que se você pegasse o país em outras condições, poderia praticar uma política econômica com muito mais ousadia, sobretudo no contexto internacional. Se já tivéssemos avançado essa aliança que estamos fazendo internacionalmente, poderíamos rediscutir o superávit primário, discutir a condição da nossa dívida. O problema é que a correlação de forças internacionais não nos permite fazer bravata. A política econômica não é política de declaração, de bravata, é política de realização madura daquilo que é possível realizar no limite para que o País não entre em desequilíbrio'', concluiu.

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