Patrícia Zanin
De Londrina
Os deputados federais Flávio Arns (PSDB) e Rubens Bueno (PPS) declararam ontem, à Folha, que não consideram paroquial, como tenta pregar o ministro Rafael Greca, o debate sobre as denúncias de irregularidades nos bingos. ‘‘Não é paroquial. Quando se levantam discussões sobre seriedade e transparência, a sociedade deseja que sejam apurados os atos denunciados, exige esclarecimento. Pode ser do Paraná, de São Paulo, ou de onde for’’, defendeu o deputado federal Flávio Arns (PSDB). Segundo ele, não foram políticos e sim procuradores da República que levantaram dúvidas sobre os bingos. O caso está sendo apurado em Brasília.
Para Arns, primeiro será necessário que também haja uma investigação política e depois disso, se houver necessidade de aprofundá-la, ele acha que poderia ser instalada uma CPI, como defende o senador Osmar Dias (PSDB), que está coletando assinaturas no Senado.
O presidente do diretório estadual do PPS, deputado federal Rubens Bueno, também concorda que a discussão não é política e limitada ao Paraná. ‘‘É nacional. A denúncia partiu de dentro do próprio ministério (Indesp) e, lamentavelmente, envolve figuras do Paraná como o ministro e o ex-diretor do Indesp (Luiz Antônio Buffara), mas queremos que seja apurado’’, defendeu.
Rubens Bueno disse que, se fosse ministro, já teria pedido afastamento do cargo para garantir transparência nas investigações. ‘‘Se eu fosse presidente da República também já teria mandado afastar o ministro. Se nada fosse provado, ele voltaria. Caso contrário, mandaria para as barbas da Justiça’’. O deputado acha que seria ‘‘bom’’ a abertura de uma CPI. ‘‘Precisa ficar melhor investigado, melhor documentado’’.
O deputado federal Doutor Rosinha (PT) foi o primeiro paranaense a pedir explicações do ministro desde que as saíram as primeiras denúncias de irregularidades dos bingos.

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