Para Araújo, sessão é palhaçada
Acho que tudo isto é uma palhaçada. A Câmara vai ser ridicularizada . Foi assim que reagiu ontem o vereador Renato Araújo (PPB), antigo aliado de Belinati. Vereador mais antigo de Londrina com 26 anos de mandato , Araújo entende que não havia necessidade de novo julgamento porque o prefeito já está cassado. O que não existe não dá para haver penalidade. Ele (Belinati) deve responder agora na área penal, justificou o vereador.
O presidente da CP, Salvador Francisco (PSB), preferiu não emitir qualquer opinião sobre a possibilidade de Belinati ser cassado novamente. Seria um pré-julgamento, afirmou. Segundo ele, a comissão cumpriu sua função, ao analisar a denúncia e finalizar o relatório.
Ele explicou que a sessão pode ser mais rápida que a primeira, se o prefeito cassado puder dispensar a leitura do processo. Segundo adiantou, algumas peças, no entanto, terão de ser lidas como a denúncia e a defesa prévia. Outras partes que deverão consumir maior tempo serão as dos pronunciamentos dos 21 vereadores cada um deles tem direito a 15 minutos para se manifestar. Além disso, o prefeito cassado tem direito a duas horas para a sua defesa.
Elza Correia (PMDB) elogiou a decisão do Legislativo. Cumprimos o papel deste poder. Fica claro que é uma decisão de respeito à população, afirmou, referindo-se ao julgamento. Outro vereador que elogiou a decisão foi Roberto Kanashiro (PSDB). Não poderíamos arquivar o trabalho todo da Comissão Processante. A sociedade esperava uma resposta.
Os membros do Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina, que acompanharam toda a sessão de ontem, afirmaram que não se surpreenderam com o resultado. Esperava esta decisão, mas acho que atuação do Movimento foi fundamental, afirmou o ex-presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Londrina, Newton Moratto. Já o coordenador do Centro de Direitos Humanos, Carlos Scalassara, disse que não teme que a defesa de Belinati questione a CP, como já adiantou o advogado ad hoc, Dely Dias das Neves, sobre o desrespeito ao cumprimento de prazos para ouvir testemunhas. (P.L.)





